4 consequências da greve dos caminhoneiros: o que foi cumprido e o que foi esquecido

13/12/2018 às 8:25 - Atualizado em 19/12/2018 às 10:05

Os dias entre 21 e 25 de maio de 2018 marcaram um importante episódio na história do Brasil. Durante esse período ocorreu uma paralisação geral dos caminhoneiros no país. Mas seis meses depois de tudo isso, quais são as consequências da greve?

Com o intuito de encerrar o movimento dos caminhoneiros, o governo propôs uma série de benefícios que seriam oferecidos para a classe. O objetivo dos motoristas profissionais eram conseguir ações que valorizassem a classe.

Apesar disso, depois do fim da paralisação, será que todas as medidas propostas pelo governo foram cumpridas? Separamos algumas das principais ações oferecidas aos caminhoneiros e respondemos se elas realmente estão ou estiveram em prática.

Pedidos foram cumpridos?

No sétimo dia de greve o presidente Michel Temer anunciou medidas que seriam tomadas para dar fim àquela greve que paralisou o Brasil. Os representantes dos caminhoneiros se disseram satisfeitos com as propostas e o movimento chegou ao fim.

Mas será que as principais reivindicações aceitas pelo governo foram realmente colocadas em prática? Quais as consequências da greve dos caminhoneiros hoje? Vamos ver:

1. Redução do preço do diesel na bomba: cumprido em partes

O primeiro ponto dos caminhoneiros era a redução do preço do óleo diesel nas bombas. O governo acatou a solicitação, diminuindo em R$ 0,46 o preço do litro do óleo diesel direto nos postos por um período de 60 dias. Após isso, os reajustes seriam mensais. Em agosto, porém, o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha anunciou que esse desconto seria mantido até o final deste ano.

A redução, equivalente ao PIS, Cofins e CID, porém, em muitos casos não foi repassada aos caminhoneiros. Por isso, o governo criou um número em que motoristas poderiam denunciar os postos que não diminuíssem o preço do diesel.

Apesar disso, um levantamento realizado em julho pelo Ministério da Fazenda constatou que os valores recuaram no país inteiro cerca de R$ 0,36 a R$ 0,41, um valor inferior ao prometido pelo governo no acordo com os representantes dos caminhoneiros.

2. Liberação da cobrança pelo eixo suspenso: cumprido

O governo brasileiro concordou em liberar a cobrança do eixo suspenso dos caminhões. Ou seja, os caminhoneiros estão liberados de pedágios quando não estiverem transportando carga, seja em qualquer rodovia do país.

3. Conab: 30% caminhoneiros autônomos: cumprido

Essa reivindicação dos caminhoneiros tinha como objetivo determinar que 30% dos transportes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fosse feito por caminhoneiros autônomos.

Esse pedido foi aceito pelo governo e se tornou a Medida Provisória (MPV) 831/2018, aprovada no Senado em agosto deste ano.

4. Tabela de frete mínimo: cumprido

Outro ponto dos caminhoneiros era uma tabela mínima de frete que deveria estabelecer preços mínimos para o transporte de diferentes tipos de carga.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou no dia 30 de maio uma resolução contemplando as tabelas mínimas de frete para os tipos de carga: normal, granel, neogranel, frigorificada e perigosa.

A greve foi positiva?

A causa da greve dos caminhoneiros é uma só: o descaso do governo com essa profissão. Vale lembrar que uma grande parte do transporte de nosso país é realizado por meio de rodovias, o que torna esse modal extremamente importante e vital para o Brasil.

A greve simbolizou uma organização muito grande e a luta por direitos que estavam sendo ignorado durante anos. Foi um momento para que os caminhoneiros colocassem todos os seus pontos de vista na mesa e pedissem o mínimo para que o trabalho seja bem feito.

E não tem como negar que o movimento dos caminhoneiros foi extremamente positivo para a classe, basta ver como as solicitações foram encaradas pelo governo. Muitas delas foram levadas em consideração e colocadas em prática, o que representou, de certa forma, uma vitória para a classe.

E você, aprova as consequências da greve? Valeu a pena a paralisação? Conte um pouco sobre o que mudou em sua rotina de trabalho após a greve. Queremos ouvir a sua opinião nos comentários!