caminhões antigos x caminhões novos

05/09/2018 às 5:22 - Atualizado em 24/09/2018 às 10:34

Caminhões antigos x caminhões novos. Há alguns anos, determinados modelos de caminhões se tornaram o desejo de muitos caminhoneiros. Vamos retornar no tempo relembrando quais são esses veículos e depois dar uma volta no presente, conferindo o que há de mais moderno no mercado nacional.

Ford F-12000 L e o F-14000 HD

A montadora teve dois modelos que foram sucesso e marcaram a década de 90: F-12000 L e o F-14000 HD, que receberam o apelido de “sapão”. Eram muito utilizados no transporte de cargas em centros urbanos, áreas rurais e pequenos percursos rodoviários (transporte de gás, bebidas, tanque, carga seca e basculante). Utilizavam motor diesel MWM 6,1 litros aspirado com 142cv de potência e transmissão Eaton FS-4205 com 5 marchas sincronizadas, símbolo de modernidade para a época.

C-3031 8×2
Torqshift

Atualmente, a Ford possui o Cargo Power modelo C-3031 8×2 Torqshift, com o motor mais potente da categoria de caminhões médios e pesados. Com PBT de até 31 toneladas e motor diesel até 7 litros, tem transmissão Torqshift automatizada que traz muito mais conforto ao motorista.

DAF XF95

O XF95, lançado em 1997, para transporte profissional de longa distância, equipado com cabines espaçosas de 2,25 m de comprimento, oferecidas nas versões Comfort Cab, Space Cab ou Super Space Cab e com o motor diesel XF de 12,6 litros e 6 cilindros em linha, com sistema de combustão de 24 válvulas, potência de 280-355kW (381-483hp). O modelo marcou a introdução da linha XF, sucesso mundial até hoje.

XF105 6×4

O XF105 6×4 com 510cv com cabine Super Space é sucesso da DAF. Este modelo possui CMT de 80 toneladas e vem equipado com motor PaccarCAR MX 12,9 litros. Outro destaque da linha DAF é o freio motor de 430cv, o  mais potente do mercado. A cabine Super Space, a mais espaçosa da categoria, proporciona conforto e ergonomia acima da média, permitindo descanso adequado ao motorista e, consequentemente, uma condução mais segura.

Iveco Daily

A Daily continua sendo o produto mais vendido da Iveco. Desde o início da fabricação da linha Daily no Brasil, em 2000, no Complexo Industrial da Iveco, em Sete Lagoas, (MG), o veículo foi desenvolvido para diversos setores do transporte de carga.

Atualmente, os modelos Daily começam na faixa das 3 toneladas, também com opções nas categorias de 3,5 4, 5,5 e 7 toneladas.

A versão de 3,5 toneladas, líder de mercado com quase 60% de participação no segmento de chassi-cabine, não tem restrições de circulação e pode ser dirigida com a carteira B, tornando extremamente versátil, já as versões de 4, 5,5 e 7 toneladas funcionam perfeitamente como VUC (Veículo Urbano de Carga), fazendo com que toda a família possa circular dentro de zonas de restrição nos grandes centros urbanos a qualquer hora do dia, o que facilita as operações dos clientes que trabalham no varejo e dependem de uma distribuição eficaz.

 

Iveco HI-WAY

O Hi-Way é projetado para percorrer longas distâncias, proporcionando economia na manutenção, na operação e no consumo de combustível. Com equipamentos de última geração e recursos exclusivos, o modelo garante uma direção segura. Além da tecnologia, o veículo tem itens de conforto como ar digital, geladeira, cortina frontal elétrica, basculamento elétrico da cabine e cama High Comfort, com 2 m de comprimento e 80 cm de largura, equipada com colchão de dupla espuma. O modelo se destaca pelo alto torque dos motores, o que permite, por exemplo, retomadas mais eficientes.

O resultado é menor tempo médio de viagem e maior produtividade.

Na linha Hi-Way, para otimizar o consumo de combustível e os custos operacionais em todas as condições de operação, o cliente conta com o “modo econômico”, acionado por meio da tecla ECO no painel.

VW 18.310 Titan Tractor

Lançado em 2002, o VW 18.310 4×2 inaugurou um novo nicho de mercado: o de cavalo-mecânico com capacidade de tracionar 28 toneladas de carga líquida e potência de até 350vc. Com 310cv num motor Cummins de seis cilindros e atributos de conforto como ar-condicionado e suspensão pneumática de série, o veículo se tornou um verdadeiro fenômeno de vendas.

Não existiam caminhões com esse perfil. Ou eram menores ou muito maiores. A empresa lançou a solução intermediária, seguindo o slogan e cultura sob medida, que logo foi seguido pela concorrência. A estratégia deu certo.

O produto foi comercializado no Brasil por apenas quatro anos, mas seu legado foi enorme. Entre 2002 e 2005, a MAN Latin America chegou a atingir picos de 56% de market share no então novo segmento, composto por veículos na configuração 4×2 até 350cv de potência. Para alguns mercados internacionais, o modelo seguia disponível até o ano passado. Ao longo de sua história, seus principais destinos foram à Nigéria, a Argentina, a Venezuela, o Chile e a Colômbia.

O último Titan com essa configuração entra para a história da empresa num reconhecimento à relevância que trouxe à marca Volkswagen. O modelo vai ficar em exposição na fábrica da montadora, lado a lado com outros grandes marcos da trajetória da montadora: o primeiro caminhão Volkswagen, de 1981, e a unidade de estreia da linha Constellation, de 2006.
O Titan marcou época. Afinal, quem não se lembra das aventuras de Pedro e Bino, na série Carga Pesada da TV Globo? A bordo do modelo, os atores Antonio Fagundes e Stênio Garcia rodavam o País, assim como muitos caminhoneiros da vida real que venceram os desafios das estradas com o Titan.

Hoje, no portfólio Euro 5 da montadora, a opção para quem busca um cavalo-mecânico de entrada é o VW Constellation 19.330 Titan. Para mercados internacionais com legislação ambiental anterior, o sucessor é o VW Constellation 19.320. Ambos contam com o histórico de êxitos do primeiro Titan para conquistar clientes de mais de 30 países da América Latina e África.

MAN TGX 29.480

Já chegou às concessionárias de todo o País o novo caminhão MAN TGX em sua versão 2019. A principal vantagem está no conforto: os modelos da linha agregam agora ainda mais atributos para a maior comodidade dos motoristas pelas estradas.

“Estamos desenvolvendo constantemente nossos veículos para garantir os melhores padrões a nossos clientes. O profissional vai sentir a diferença no seu bem-estar no dia a dia de trabalho para proporcionar mais produtividade à operação”, afirma Claudio Alexandrino, engenheiro de Marketing de Produto da MAN Latin America.
O aspecto de maior impacto está na cama que as cabines TGX abrigam, que passa a contar com um console para diversas atividades, como o controle de operação dos vidros elétricos, relógio com função alarme, tomadas de 12v e 24v, além de entrada USB.

A parte de trás da cabine também ganhou três novos porta-objetos e inclui diferentes luzes de leitura para o profissional eleger a que melhor lhe atende. Isso também se observa com novo porta-copo e cinzeiro na cabine.

No painel de instrumentos, mais novidades: o computador de bordo agora tem display colorido e nova aparência no velocímetro e no tacômetro. Mais ao lado, o temporizador do limpador do para-brisa agora vem com controle de intervalo.

O rádio também traz facilidades adicionais ao motorista já em sua versão de série: oferece a função bluetooth e viva-voz para telefone, além de MP3 com leitor de cartão SD ou USB.
O interruptor de acionamento de marchas (DNR) mudou de posição para ficar mais ergonômico. Agora localizado no painel, liberou espaço no console central, o que reflete também em uma melhor circulação na cabine que já é referência no mercado por seus atributos.

Para garantir mais agilidade na informação e segurança à operação, os novos TGX vêm com o filtro separador de água com sensores eletrônicos que indicam no painel de instrumentos a saturação do filtro e a presença de água no combustível.

MB ATRON 2324

Ele foi ícone de vendas é herança das gerações L1618 e L1620. Entre as suas principais características estavam força, robustez, econômico, custo operacional reduzido, reconhecido no mercado com “Pau para toda obra”, admirado principalmente pelos profissionais autônomos e grande expressão no Nordeste do Brasil – cabine bicuda.

MB ATEGO 2430

Tem superado as expectativas dos clientes com a sua evolução.
Entre as suas principais características estão força, robustez, trem de força consagrado, chassi robusto e resistente, fácil para encarroçar, maior capacidade de carga, câmbio automatizado Mercedes Power-Shift, com grande inteligência, piloto automático mais econômico, mais conforto ao motorista – cabina mais ergonômica e cabine mais espaçosa da categoria – 4 opções para os clientes (curta, estendida, leito e leito teto alto).

Scania Série 3

Sem dúvida nenhuma que o popular “Jacaré” é um dos ícones da Scania. Contudo, em termos de sucesso comercial, nenhuma outra gama vendeu mais no Brasil do que a Série 3, que ficou no mercado de 1991 a 1998, quando saiu de cena para a chegada da Série 4. A Série 3 chegou para revolucionar o mercado. Com novos motores, uma nova caixa de mudanças e mais um amplo conjunto de inovações tecnológicas. As potências iam até 450cv, a maior do mercado à época. Os veículos eram divididos em T e R 113 e 143 H e E, nas configurações 4×2, 6×4 e T 113 HK 6×6.

Os caminhões possuem mais torque e mais potência máxima, ao mesmo tempo em que os índices de emissões e consumo de combustível foram diminuídos. Permitiam viagens a uma velocidade média mais alta, com menos trocas de marchas, menos consumo e um custo operacional menor. Fator que os destacou entre os caminhões nacionais da época. Sempre foi reconhecido como um caminhão forte e de fácil e baixa manutenção. A série trouxe novas cores: branco, vermelho, verde e vinho.

E novas faixas decorativas. Em 1993, sai da linha de montagem, em 26 de março, o caminhão número 100 mil produzido no Brasil, um R 113 H 360. O T 113 H 4×2 foi eleito por três vezes consecutiva o “Caminhão do Ano”.

O T 113 H 4X2 360 foi a versão de maior sucesso. Vendeu 19.314 unidades. Em todas as suas versões, o T 113 vendeu 26.398 unidades. Ele foi até 2017, o veículo mais vendido da história da Scania no Brasil, até o R 440 ultrapassá-lo. Vale a pena ressaltar que a Série 3, da qual o T 113 fez parte, comercializou um total de 36.340 mil unidades levando em conta todas as versões que a compuseram. Por isso, é até hoje a Série mais vendida da marca no País. Ele sempre é lembrado entre as listas dos caminhões mais emblemáticos da história do Brasil. Não fica de fora de uma lista dos 10 melhores.

O 113 é tão importante para a marca que foi ele o escolhido para ser homenageado nos 60 anos da empresa no Brasil, celebrados no dia 2 de julho de 2017. A edição especial lançada homenageou o lendário Scania 113, lançado em 1991, e um dos caminhões mais famosos das estradas.

Para representar o 113 foram escolhidos os modelos R 440 e R 480, de versões Highline Streamline. Ambos foram vendidos na cor azul clássica do 113, e também levaram as icônicas faixas laterais nas cores rosa, lilás e roxa, e adesivos comemorativos dos 60 anos e do Scania 113.

A Edição Especial 60 anos teve um vídeo promocional divulgado nas mídias sociais justamente no dia 11/3. Março foi escolhido para também homenagear o 113, fazendo uma analogia com os números. Foi o marco zero do lançamento da edição especial.
Scania R 440

De um campeão de vendas para outro. A Série 3 é a mais vendida da Scania no Brasil, mas seu modelo mais icônico, o T 113 H 4×2 360, perdeu o posto de caminhão mais comercializado da marca. Quem roubou este título foi o R 440. O pesado R 440, que já fazia parte do seleto grupo de caminhões mais vendidos da Scania, superou o T 113, no topo da lista, em outubro de 2017.

Lançado em janeiro de 2012, para inaugurar a nova era de motores Euro 5, o modelo coleciona feitos impressionantes até o momento. Em seis anos de vida, liderou o mercado de pesados em três oportunidades: 2013 (10.503 unidades), 2016 (1.905) e 2017 (3.033). E, foi mais longe. Em duas delas, também foi o modelo mais vendido de toda a indústria. Ou seja, em 2013 e 2017, bateu todos os concorrentes, não apenas dos pesados. Em 2013, com 10.503 unidades emplacadas entrou para o seleto grupo de caminhões mais vendidos da história, em volume, num único ano. Por consequência do desempenho do produto, a Scania, com 20.824 unidades (sendo 19.698 caminhões e 1.126 chassis de ônibus), registrou o maior volume de emplacamentos de sua história, num mesmo ano. Com o volume recorde, de 10.503 unidades, ninguém nunca vendeu tantos pesados de um único modelo num mesmo exercício anual, nos últimos 15 anos. Além disso, o R 440 é pesado mais vendido da Era Euro 5, desde que ela se iniciou em janeiro de 2012. Atualmente, o R 440 é o mais vendido da indústria e dos pesados com 2.192 unidades, no acumulado de janeiro a junho, e detém participação de 15% do segmento dos pesados. É uma verdadeira lenda recente da marca e do mercado.

O R 440 é reconhecido pela superior economia de combustível, rentabilidade, conforto, robustez e disponibilidade, em comparação aos concorrentes. Na versão Streamline, o R 440 pode chegar a até 4% de redução de consumo em relação a similares Euro 5. O R 440 tem motor 13 litros de 440 cavalos que desenvolve eficiente torque de 2.300Nm já a 1.000rpm, garantindo maior economia. É oferecido nas configurações de rodas 4×2, 6×2, 6×4 e 8×2 para longas distâncias com baú, sider, carga seca, contêiner, tanque e cegonha, entre outros implementos O R 440 venceu uma lenda das estradas em termos de números, o T 113, mas a paixão pelos dois não tem limites.

Volvo FH

O melhor e mais avançado caminhão do Brasil desembarcou em território nacional em 1993. O caminhão chegou ao País num momento histórico: ao mesmo tempo em que o Brasil se livrava da hiperinflação e iniciava o Plano Real, que iria mudar a cara da economia nacional e a vida da população de uma maneira geral, o Grupo Volvo decidia trazer para o mercado brasileiro um caminhão global produzido para os países mais exigentes em termos de transporte, num lançamento simultâneo com a Suécia.

”Trazer o FH em 1994 para o Brasil, então ainda um país que desconhecia tanta tecnologia em veículos comerciais, foi uma decisão ousada, e que se transformou num ponto de inflexão na história do transporte brasileiro”, lembra Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões da Volvo no Brasil.

Naquele período, a linha de veículos Volvo era formada pelos caminhões NL10 (310cv e 340cv) e NL12 (360cv e 410cv), ambos produzidos na fábrica de Curitiba, que em 1994 completava 14 anos desde que o primeiro caminhão com a marca Volvo saiu da linha de produção brasileira.

A Volvo trouxe da Suécia a primeira leva de FHs no final de 1993, mas os caminhões começaram a ser entregues em 1994. O primeiro lote desembarcou no Porto de Paranaguá, no Paraná. Vermelhos, com a inscrição Globetrotter no alto da cabine, os cavalos mecânicos eram muito bonitos, muito diferentes dos caminhões ofertados para os transportadores brasileiros.

“Nunca um caminhão chamou tanta atenção no Brasil como a chegada do FH”, lembra Alan Holzmann, diretor de Estratégia de Caminhões do Grupo Volvo na América Latina. Ele diz que o visual moderno para os padrões dos anos 90 e a cabine alta, por exemplo, chamavam a atenção de todos, não só de motoristas e transportadores, mas até das pessoas que viam o veículo trafegando na estrada. “A cabine Globetrotter, a eletrônica embarcada e a grande segurança foram os principais atributos do FH que marcaram época”, recorda Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia e Vendas da Volvo.

Volvo FH

“O FH é um veículo repleto de novas tecnologias, reconhecido mundialmente por ser o mais avançado no setor”, declara Bernardo Fedalto. O FH tem inúmeros dispositivos que o fazem o melhor em sua categoria.

Ele vem com a renomada caixa de câmbio I-Shift em sua última versão. “A I-Shift é um dos produtos da marca mais admirados pelos transportadores”, diz Álvaro Menoncin, gerente de Engenharia de vendas da Volvo no Brasil, ao se referir aos grandes benefícios que ela proporciona. A I-Shift permite a otimização das trocas de marcha e elimina variações na condução dos veículos que têm caixa manual provocadas pelo cansaço do motorista ou outras variáveis, que podem resultar em perdas de performance do motor e maior consumo de combustível.

Sem pedal de embreagem, ela facilita bastante o trabalho. No modo automático, basta acelerar e frear. Sem trocas erradas de marchas, o sistema proporciona maior durabilidade do trem de força e menor desgaste de peças dos sistemas de transmissão, como eixos traseiros e motor, poupando inclusive lonas de freio. A I-Shift é também a única que monitora a estrada e já efetua as trocas de marchas conforme a topografia e as cargas transportadas, por meio do revolucionário e inovador I-See, sistema integrado na plataforma eletrônica do veículo. Com isto o motorista ganha em economia de combustível e velocidade média.

O FH pode vir também com o Dynafleet, o sistema de gerenciamento de frota da Volvo. É uma importante ferramenta para aumentar a produtividade dos caminhões e economizar combustível. O motorista pode, por exemplo, trocar mensagens em tempo real com a base e o gestor da frota pode acompanhar online o desempenho dos caminhões e a performance dos condutores. É possível ainda checar toda a telemetria do veículo e o posicionamento e o consumo de diesel e de Arla32.

Com os relatórios, o gestor pode comparar a média de consumo de diferentes veículos, onde quer que eles estejam, e verificar os dados operacionais do caminhão, tudo remotamente, contribuindo para tomar melhores decisões, de forma mais ágil e rápida. Com ele, o transportador se comunica mais facilmente com o motorista, podendo direcionar o veículo a outros destinos e a diferentes tarefas, dependendo da sua conveniência e das necessidades da operação.

O FH pode ter também os chamados serviços conectados, como a Manutenção Inteligente Volvo e a Gestão de Combustível, duas ferramentas criadas para baixar os custos da operação de transporte e diminuir o número de paradas não planejadas dos caminhões. A Manutenção Inteligente é uma central de monitoramento conectado, de planejamento e agendamento de manutenções preventivas. O serviço é voltado para os veículos que tenham planos de manutenção da marca.