Automação, conectividade e eletromobilidade Volvo.

21/06/2018 às 3:28 - Atualizado em 23/07/2018 às 11:27

Automação, conectividade e eletromobilidade no transporte Foram temas apresentados por especialistas da Volvo.

Na cidade de Itajaí, SC, a Volvo realizou, recentemente, um encontro com especialistas em inovação para debater as tendências que já determinam as tecnologias do presente e do futuro em caminhões e equipamentos de construção. O evento aconteceu quando a competição Volvo OceanRace trouxe ao Brasil os veleiros mais modernos do mundo.

As tecnologias já são realidade para serem utilizadas. Mas, as empresas estão promovendo debates para viabilizar a sua implantação e as possibilidades de uso que são cada vez maiores e com grandes benefícios para toda a sociedade.

Um dos palestrantes Lars Terling, vice-Presidente global da Volvo Trucks salientou que os efeitos climáticos, o crescimento da população mundial e a demanda por mais segurança são fatores determinantes para todo o desenvolvimento tecnológico da indústria automotiva, especialmente em veículos comerciais.

Além do executivo sueco, participaram do debate também Alan Holzmann, diretor de Planejamento Estratégico de Caminhões da Volvo Trucks na América Latina e Massami Murakami, diretor de Engenharia e Suporte a Vendas da Volvo CE Latin América.

Os veículos autônomos vêm sendo desenvolvidos em todos os segmentos da indústria automotiva, como protótipos ou até em pequena escala comercial, no caso de automóveis. Lars Terling entende que no segmento de caminhões o cenário é outro.

“Acreditamos que veículos autônomos serão gradativamente introduzidos em aplicações muito específicas, em áreas confinadas, sem trânsito regular. São operações de transporte muito repetitivas, em que a produtividade dos motoristas é constantemente desafiada por uma rotina extenuante. Nesses casos, caminhões autônomos ajudam muito a manter a condução uniforme por muito mais tempo, com menos cansaço, aumentando inclusive a segurança”, assegura o especialista.

A Volvo já colocou veículos atuando em operações reais desse tipo, como numa mineração subterrânea em Boliden (Suécia) e na colheita de cana-de-açúcar em Maringá (Brasil).

“Importante destacar que os autônomos que já temos não abrem mão do importante papel do motorista. Ao contrário: eles continuam sempre atrás do volante e têm sua atuação facilitada pela tecnologia, que garante mais precisão e produtividade”, pontua o executivo.

Em relação à conectividade, também já há inúmeros sistemas que permitem fazer a gestão remota de frotas. Desde o rastreamento via satélite para segurança da carga dos caminhões, até sofisticados sistemas capazes de interagir remotamente com os veículos, atuando sobre sua aceleração, são muitos os exemplos.

No momento, é crescente a demanda pela gestão remota, com sistemas que trazem, em tempo real, dados sobre geolocalização e deslocamento de cada veículo de uma frota. Com isso os transportadores conseguem ter dados confiáveis para compartilhar com os embarcadores, assegurando grande produtividade logística.