Caminhões de coleta de lixo são o que mais emitem CO2

19/06/2016 às 9:29 - Atualizado em 22/06/2016 às 11:11

Transporte de lixo: setor de limpeza é o que mais contribui para mudanças climáticas.

Segundo levantamento feito pela Ecofrotas, caminhões de coleta de lixo são o que mais emitem CO2 por quilômetro.

Os caminhões de coleta de lixo prestam importante serviço na área de limpeza, mas também estão entre os veículos que mais contribuem para as mudanças climáticas. De acordo com levantamento inédito realizado pela Ecofrotas, esse tipo de veículo é o que mais emite CO2equivalente por quilômetro rodado, cerca de 1,24 kg CO2e/km. Os números foram obtidos a partir da análise do desempenho de mais de 15,7 mil caminhões movidos a diesel da base de clientes da Ecofrotas, empresa líder do mercado brasileiro de gestão de frotas e a primeira a atuar com gestão sustentável de frotas.

“No caso dos caminhões de lixo, as emissões excessivas estão relacionadas principalmente à necessidade de esse tipo de veículo trafegar sempre na primeira ou segunda marcha, devido ao tipo de operação”, avalia o presidente da Ecofrotas, Marcos Schoenberger. Em segundo lugar, aparecem os caminhões usados pelo setor químico, que emitem, em média, 1,11 kg CO2e/km; e em terceiro, o de máquinas agrícolas e pesadas, com 1,02 kg CO2e/km. Do lado oposto da lista, ou seja, aqueles setores que emitem menos, estão os veículos usados em emergências médicas, com 0,36 kg CO2e/km, e no setor de mineração, com 0,34.

“O gasto de combustível e, consequentemente, as emissões de CO2 estão relacionados a uma série de fatores, que vão desde as características dos veículos, idade e comportamento dos condutores, passando também pelas condições das estradas e volume de carga transportado”, avalia.

“Ou seja, evidentemente que veículos mais pesados ou que trafegam em estradas piores emitirão mais. Mas, diante da importância do setor de transportes em termos de emissões de gases de efeito estufa, queremos alertar para a necessidade de as empresas do setor atentarem para as condições de sua frota de modo a, dentro do possível, reduzir tais emissões”, completa Schoenberger.

A solução para tanto passa por uma ampla análise de todos esses fatores. “As alternativas variam conforme a situação de cada empresa, mas a receita básica não foge de treinamento adequado dos condutores, manutenção constante e otimização do sistema, de modo a se evitarem viagens desnecessárias. Renovação de frota também pode ser considerada”, explica Eduardo Uberti Mallmann, da área de Inovação e Sustentabilidade da Ecofrotas.