Conheça as leis sobre a customização de caminhões

03/12/2018 às 4:38 - Atualizado em 13/12/2018 às 10:04

Muitos caminhoneiros desejam se diferenciar de outros e tornar o seu veículo como único. Nesse caso customização de caminhões pode ser uma ótima alternativa. Mas como fazer isso? Será que a lei permite realizar grandes mudanças?

A verdade é que a lei possibilita algumas alterações em sua máquina, mas impede outras. Por isso é importante ficar atento ao que é proibido e evitar possíveis infrações no futuro, já que benefícios podem se tornar em prejuízos com apenas um erro.

Vale a pena destacar a importância da customização para a divulgação de uma marca ou para melhorias importantes na estética de um caminhão. Mas essas modificações podem ir muito além da pintura de caminhão personalizada.

Benefícios dessas customizações

As customizações podem reverter em ótimos benefícios para os motoristas. Os autônomos, por exemplo, podem transformar seus caminhões em veículos atrativos e que chamem a atenção de transportadoras.

Por outro lado, os que são contratados podem pintar seus caminhões de acordo com a empresa. Dessa forma, o veículo se torna um marketing positivo e que se espalha por diferentes regiões do país.

Além da pintura, existem as modificações que podem tornar o caminhão mais potente, eficiente e capaz de proporcionar viagens mais rápidas e mais vantajosas.

Leis para os caminhões personalizados brasileiros

Apesar de proporcionar ótimos resultados, é importante analisar quais alterações podem e quais não podem ser feitas. Isso porque o Contran e o Detran possuem algumas regras que limitam o que pode ser mudado dentro de um caminhão, seja por meio da pintura ou da inserção de acessórios e equipamentos específicos.

Veja as leis para algumas das principais alterações realizadas por caminhoneiros no Brasil:

Motor

As modificações no motor devem ter como objetivo um upgrade na potência do veículo. Dessa forma, o ideal é evitar alterações meramente estéticas. Seguindo essas recomendações provavelmente será possível conseguir a autorização dos órgãos competentes de seu município.

Iluminação e sinalização

Muitos caminhoneiros desejam realizar mudanças nos faróis de seus veículos. Porém, essa alteração é irregular e pode gerar uma multa. Isso porque o Contran entende que esses sistemas novos não são capazes de fornecer segurança ao motorista e aos demais automóveis na estrada.

Os faróis coloridos, desejo de muitos motoristas – não só caminhoneiros – são considerados ilegais, já que podem ser prejudiciais à visibilidade dos outros condutores. Essa regra serve também para outros tipos de veículos, como carros e motos.

Rodas e pneus

O rebaixamento de carros é uma prática muito popular e que atrai muitas pessoas. Apesar disso, ela é proibida em caminhões e pode ser motivo para uma multa e até a apreensão do veículo.

Devemos lembrar que existem alterações que podem ser positivas e as que não representam nada, ainda mais quando se trata do próprio veículo de trabalho.

Pintura do caminhão

A pintura de caminhão é, de fato, o principal motivo para as customizações. Muitos caminhoneiros desejam esbanjar um desenho que gostam ou artes que signifiquem algo especial para o motorista.

Além disso, os desenhos em muitos casos tornam o caminhão mais visível. Dessa forma, é possível impedir roubos e furtos, já que os veículos são mais extravagantes e podem ser facilmente encontrados pela polícia.

Nesse quesito, a lei permite qualquer tipo de alteração. Apesar disso, é sempre importante pensar no que uma transportadora iria pensar de sua arte, ou seja, existem algumas pinturas que poderiam gerar um mal-estar, o que deve ser evitado.

As customizações valem a pena

Os caminhões personalizados brasileiros serão sempre reconhecidos, pois são únicos e especiais. Dessa forma, alterações pontuais são sempre válidas e devem ser feitas, desde que agreguem algo ao veículo.

Podemos sempre lembrar que a customização de caminhões deve fazer algum sentido. Uma alteração por nada não é válida e é desnecessária, ainda mais em um veículo de trabalho que é quase uma segunda casa para muitos caminhoneiros e motoristas pelo Brasil.

 

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