Copa do mundo 2018

21/06/2018 às 3:04 - Atualizado em 21/06/2018 às 3:04

O futebol ainda encanta os brasileiros e traz alegria para o País, contagiando a todos direta ou indiretamente, sem exceção.

O acontecimento esportivo acorre a cada quatro anos. Nele seleções de futebol, dos mais diferentes países do mundo, se reúnem para disputar a Copa do Mundo de futebol.

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a Fifa (Federation International Footbal lAssociation).

A Copa do Mundo aconteceu pela primeira vez no Uruguai em 1930.  Ela reuniu apenas 16 seleções, que foram convidadas pela Fifa, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleçao uruguaia foi à campeã, ficando, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Quanto ao Brasil, é a seleção que mais conquistou Copas do Mundo de futebol. Foram cinco conquistas: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. A seleção brasileira também foi a primeira tricampeã mundial, com a conquista da Copa do Mundo de 1970, vitória essa que deu a posse definitiva da Taça Jules Rimet, primeiro troféu dos campeões mundiais.

Após a conquista definitiva da Taça Jules Rimet com o tricampeonato brasileiro em 1970, ela foi substituída pela Taça Fifa, que o Brasil ganhou em 1994 e 2002. Ao contrário da Jules Rimet, a Taça Fifa não fica em definitivo com nenhuma seleção independente de quantas Copas do Mundo ela ganhe.

A Copa deste ano será realizada na Rússia entre os dias 14 de junho e 15 de julho. A competição conta com a participação de 32 seleções nacionais. Ao todo, serão realizadas 64 partidas. A cerimônia de abertura e o primeiro jogo, assim como a final, ocorreram no Estádio Olímpico Luzhniki, em Moscou.

O flamenguista Gutemberg Santos Oliveira adora futebol e gostaria de ir até Moscou assistir aos jogos. Ele é caminhoneiro há quatro anos, transporta no caminhão vários tipos de cargas secas, percorrendo o Estado de São Paulo e a região Nordeste do País.

Ele pergunta: Será que 2018 será um ano de vexame ou de hexa? “O time do Brasil, que voltou para os braços dos brasileiros em 2017, vem forte para a Copa, em grande parte por conta do técnico Tite”, diz Oliveira.

O caminhoneiro recorda que a seleção brasileira recentemente deu muita decepção para nós. Oliveira espera que dessa vez traga bons resultados de Moscou. Aliás, como em algumas profissões, o caminhoneiro é difícil de parar para assistir algum jogo. Imagine eu ir até Moscou? Se eu pudesse estaria lá. Mas, como não tem jeito irei torcer daqui mesmo. Quando questionado se tem alguma admiração por algum jogador de futebol da seleção brasileira, logo respondeu: “Neymar e o goleiro Alisson”.

O caminhoneiro EdenilsonPonciano, trabalha como motorista há 30 anos. Ele é contratado e dirige um caminhão tanque configuração rodotrem carregado e combustível. Ele transporta para Santos, interior de São Paulo e Paranaguá. “Eu gosto muito de futebol. No entanto, não tenho tempo para acompanhar devido à profissão. Sou Corinthiano. Gosto muito do time, mas não sou fanático”, diz Ponciano.

Em junho começa essa importante competição onde serão reunidos os melhores jogadores. Pelo o que já ouvi falar no rádio e na TV me parece que a seleção brasileira está boa, particularmente, tenho esperança que fique para a final.

Ponciano irá trabalhar normalmente nos dias em que a bola rola no gramado. Ele vai tentar se programar e se der tudo certo assistirá aos jogos em pontos de apoio aos motoristas junto de seus amigos de estrada.

“O negócio é torcer pelo Brasil, afinal a gente é brasileiro”, diz Ponciano.

Outro caminhoneiro que continua com esperança no desempenho da seleção brasileira é o santista Manoel Virgínio Dias. Ele é contratado e tem 44 anos de estrada. Dirige um bitrem e também transporta combustível, percorrendo todo o Brasil. “A seleção brasileira está bem e estou novamente confiante”, comenta com um sorriso.

“É certo que 60% dos jogos da Copa eu irei acompanhar pelo rádio e será muito difícil de ter a oportunidade de assistir pela TV. Irá depender dos horários e da região onde estarei passando. O futebol ainda é a paixão nacional. Vamos torcer pela nossa seleção e ver se traz mais um caneco para o Brasil”, diz Dias.

O palmeirense Luiz Noberto Conceição é caminhoneiro há 30 anos. Hoje, puxa grãos e farelos no caminhão que dirige pelas regiões de Mato Grosso até Santos. “Gosto de futebol, porém não tenho tempo de assistir. “Acho que o futebol está `acabando´. Não é mais igual antigamente. Infelizmente, é o dinheiro que `fala´ mais alto no futebol. Apesar disso, espero que a seleção faça um bom papel. A gente torce desconfiando. Se eu estiver em casa assisto, mas não vou esquentar a minha cabeça. Pode ser que eu acompanhe pelo rádio”, comenta Conceição.

Paixão nacional

Algumas empresas para esses meses de Copa terão programadas ações internas entre fábrica e rede de concessionários.

Segundo Ricardo Alouche, executivo do setor, o futebol é o esporte número 1 do nosso País. Está na vida de todos, dos que gostam do esporte, como também dos que não têm afinidade, já que esses últimos sempre são envolvidos pela família ou amigos nos momentos relevantes. Por isso, o futebol traz alegria para o País, contagiando a todos direta ou indiretamente, sem exceção. Essa energia leva crianças a se interessarem pelo esporte, em serem ídolos das suas torcidas, e com isso se envolverem em ações sadias e educacionais. Portanto, não há como negar que o futebol influencia de alguma forma a formação do nosso povo, tornando esse esporte a nossa paixão nacional.

 “Todas as Copas em que o nosso País foi campeão do mundo foram marcantes, mas não há como negar que a última, realizada no nosso País, teve um sabor especial. Apesar de termos sido desclassificados em um jogo que entrou para a história, a alegria do povo e dos turistas que aqui estiveram mostraram ao mundo a energia e o lado positivo do nosso País e da nossa cultura”, diz Ricardo Alouche.

Tem empresa que fará algumas citações em suas páginas sociais, mas obedecerá a limitação de uso do tema em respeito aos patrocinadores oficiais.

Segundo Ricardo Barion, executivo do setor, o futebol para o Brasil é mais do que um esporte, o futebol é uma válvula de escape do brasileiro frente às crises políticas e econômicas que fazem parte do dia a dia do País. É nesse momento que o torcedor coloca todas as emoções dentro das quatro linhas, e esquece, por um tempo, dos problemas e das adversidades. “A última Copa, onde recebemos o mundo inteiro em nossa casa. Mesmo não sendo o resultado da seleção brasileira o esperado, nos orgulhamos muito da maneira que recebemos as pessoas e mostramos o Brasil ao mundo.

Ari de Carvalho, executivo do setor, ressalta que para o brasileiro, o futebol traz um sentimento de orgulho: Somos pentacampeões, participamos de todas as copas, fomos o berço do Rei Pelé. “Enfim, o Brasil é o país do futebol. Claro, de vez em quando surgem alguns resultados inusitados, como o 2×1 para o Uruguai, o Paolo Rossi e o 7×1 para tentarem nos derrubar, mas isso é o interessante do futebol: você perde e fica triste, mas no campeonato seguinte tudo começa de novo e as chances positivas voltam. Que lição poderia ser melhor para todos nós?”, pergunta Ari de Carvalho.

 “A Copa que mais marcou a minha vida, por incrível que pareça, foi a de 1990. O Brasil não ganhou e, o que é pior, ainda foi desclassificado pela Argentina de Caniggia e Maradona. Mas mesmo assim, foi muito importante para mim. Nesse mesmo ano, a minha filha nasceu e em função disso deixei de fumar. Esses dois acontecimentos mudaram a minha vida para melhor!”, finaliza Carvalho.