DIA DA MULHER – A difícil tarefa de ser mãe e caminhoneira

08/03/2017 às 5:01 - Atualizado em 10/03/2017 às 3:35

Maria Ferreira. Empresária assumiu boleia do caminhão há 7 anos e não largou mais – Jean Knetschik/JN

Trabalhar atrás do volante não é uma tarefa que assuste Maria Ferreira, 43. Há 7 anos ela está na boleia de um caminhão. Trabalhando diariamente com fretes entre Itajaí e Navegantes.

Apesar da vontade de viajar a lugares mais distantes, não o faz por conta da responsabilidade que tem com as filhas e o filho pequeno. Ela veio de Cascável para a região já com o caminhão. Ela tinha motorista contratado, mas afirma que sofria muito. Foi quando resolveu fazer a CNH e dirigir ela mesma o jacaré.

O sonho de ser caminhoneira é de família. Maria possui três irmãos que seguiram a profissão e sempre os via com curiosidade. Hoje possui um filho de 5 anos, e duas meninas de 16 e 19 anos. A mais velha já trabalha, enquanto a mais nova cuida do irmão.

“Depois que eles crescerem, aí vou viajar longe”, destaca. A caminhoneira é divorciada e divide o tempo entre ser uma caminhoneira com criar os filhos. O trabalho começa às 7 horas e segue até por volta da 1 hora da madrugada, às vezes.

Fonte: Jornal de Navegantes