Em 2016 consumo de ARLA 32 ficou quase 50% abaixo do estimado

27/03/2017 às 3:23 - Atualizado em 29/03/2017 às 11:12

Déficit no comparativo de consumo com o Diesel S-10 apresentou aumento em relação ao último levantamento da AFEEVAS e preocupam associação

Estimativas recentes do Banco Mundial mostram que a poluição do ar tem gerado um prejuízo aos cofres públicos de R$15,8 bilhões e contribuído diretamente para mais de 62 mil mortes prematuras. Além disso, as perspectivas de futuro também não são nada positivas, pois de acordo com um estudo publicado pela revista Nature as mortes em virtude da poluição atmosférica atingirão cerca de 6,6 milhões de pessoas por ano até 2050.

O ARLA 32, agente redutor líquido automotivo, tem papel fundamental para mudar esse cenário. Todavia, ainda que sua utilização seja de fundamental importância para o controle das emissões, o consumo de ARLA 32 está entre 45 a 50% abaixo do necessário para atender a frota de caminhões em circulação no país. Os dados são referentes ao consolidado do ano de 2016 realizado pela AFEEVAS (Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissores Veiculares da América do Sul).

Cenário

Segundo a associação, mesmo com as operações de fiscalização realizadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) e IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos), que veem­­­­ apreendendo e aplicando multas em motoristas e transportadoras, o cenário ainda é preocupante.

De acordo com o diretor adjunto da AFEEVAS, Elcio Farah, “a não utilização de ARLA 32, burlas e/ou fraudes ao sistema, interfere diretamente na saúde da população e também na economia do país. isso porque além da evasão fiscal, esse processo gera mais gastos com hospitais e tratamento das pessoas expostas à poluição”, explica.

“Outro ponto de atenção refere-se à participação do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), pois temos percebido algumas marcas que, apesar de certificadas pelo instituto, estão disponíveis para venda apresentando inúmeras irregularidades. Essa situação gera desconfiança e exige que medidas mais severas sejam tomadas”, completa Farah.

Produto pirata

A AFEVAS alerta motoristas e transportadoras, pois caso o veículo utilize produto pirata, emulador ou “chip paraguaio”, além da possibilidade do caminhão ser retido pelas autoridades policiais, a ação configura crime ambiental, pode gerar multas e até prisão do motorista.

Fonte: CargoNews

 


							
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