A fórmula para ser um agregado

16/12/2016 às 3:45 - Atualizado em 06/01/2017 às 2:02

Duas empresas de grande porte explicaram quais são os procedimentos para o caminhoneiro ser admitido como um agregado.

Muitos caminhoneiros como Wallace Leandro, de Brasília, DF, querem saber como se tornar um agregado de uma transportadora de grande porte. Para responder essa questão, a revista Caminhoneiro ouviu a Ramos Transportes e a TNT.

Segundo Tibério Ramos, vice-Presidente Operacional da Ramos Transportes, durante a seleção, muitos itens são observados, sobretudo, o ano do caminhão, documentação do motorista e do caminhão, rastreador e liberação do gerenciamento de risco (seguradora). “No caso da Ramos, o pagamento do profi ssional agregado, pelo serviço prestado, é feito por viagem via depósito bancário ou cheque”, explica.

Fernando Simabukulo, do Marketing & Customer Service Manager da TNT, explica que a TNT tem um padrão de seleção de operadores de transporte bastante rigoroso. “O objetivo é garantir qualidade de serviço e menor impacto ao meio ambiente” explica.

A TNT solicita a documentação aos subcontratados: formalização de contrato de prestação de serviço, cópia da última versão consolidada do estatuto social, cópia do alvará de localização, CDA, certidão negativa de débitos emitido pela Fazenda Nacional e outra emitida pela União Federal, certidão de débitos municipais, cópia do CRLV, cópia do RNTRC (ANTT), cópia do leasing, comodato ou locação de veículos (se for o caso), certificado de participação no curso de direção defensiva, certificado de participação no curso Mopp, teste de opacidade para veículos a diesel ou análise de gases de escape para os demais combustíveis, CNH e comprovante de residência do motorista, rastreador via satélite ou GPRS, idade máxima do veículo não pode ultrapassar 10 anos, o veículo deverá passar também por uma inspeção na TNT, para verificar se está dentro dos padrões exigidos.

Obrigatoriedade de treinamento de integração, onde serão apresentados todos os procedimentos; liberação da gerenciadora de risco e obrigatoriedade de participação do programa Road Safet (Segurança nas Estradas). Esse programa tem como objetivo reduzir o número de acidentes e o impacto deles na sociedade.

Segundo os dois executivos estão faltando motoristas profissionais. “Observamos que surgem outras oportunidades de carreira e que oferecem diferentes possibilidades ao profissional”, fala Simabukulo. Pensando nisso, a TNT desenvolveu o programa Dirigir: que oferece aos colaboradores interessados, capacitação para se tornar motoristas. No caso da TNT, o pagamento do agregado é feito por meio eletrônico (depósito em conta corrente no banco da preferência do operador). “O pagamento é realizado semanalmente para que nossos operadores tenham um bom fluxo de caixa”, finaliza Fernando Simabukulo.