Na Crise, Crie!

28/06/2016 às 3:08 - Atualizado em 05/10/2016 às 6:17

Muito desempenho, beleza e conforto MAN TGX 29480

Esta é a diretriz utilizada pela MAN para conseguir superar a difícil fase do mercado. Em vez de reclamar e esperar a crise passar, lançou novos modelos e serviços.

Na apresentação da linha 2016 de seus caminhões, a MAN Latin America demonstrou que está mais do que preparada para enfrentar as dificuldades pelas quais a economia brasileira passa.

“Pelo nosso DNA, nossa história, nossa tendência é sempre ver entre um copo meio vazio e um copo meio cheio, sempre vemos um copo meio cheio. Mas nunca de maneira irresponsável. Nós temos um viés de otimismo”, afirmou Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America. “Na nossa visão, os maiores riscos ficaram para trás com a crise da Grécia”.

Cortes lembrou que se a China não está crescendo a 10% ao ano, mantém um crescimento de 7 a 8%, mas cresce. Cresce como o Brasil crescia entre 2009 e 2013. Em 2013, a revista americana The Economist publicou na capa que o Brasil havia estragado tudo. E este ano, a mesma revista afirma que o Brasil está no atoleiro.

Para o presidente da MAN, o cenário foi se deteriorando e não houve a conscientização nem a boa vontade dos órgãos governamentais de entender o momento de deterioração. “Nosso setor é o termômetro da economia e o que mais sofre com essa situação complicada”, afirmou Cortes. “Com o cenário instável, a propensão em investir é menor. Alia-se a isto, a baixa confiança dos empresários, o aumento do custo de capital, os aumentos decorrentes da inflação, câmbio desfavorável, que inibem a compra de caminhão. Tudo isso afeta as vendas.”.

Com muito otimismo, Cortes disse que para quem está no Brasil há muito tempo, essa é apenas mais uma crise e a MAN sabe como superá-la. “Passamos por 17 crises. Essa é 18ª. E a impressão que a gente tem é que a última crise é sempre a pior. Infelizmente, essa é a pior mesmo”, diz sorrindo. “Temos a crença de que algo vai mudar e espero que seja em breve”.

Crises vem e vão

Para o presidente da MAN, crises vem e vão. Ele acredita em uma melhora com a solução da instabilidade política e com a volta da economia a um nível aceitável. A inflação deve cair e com ela os custos também caem. As grandes obras devem ser reiniciadas e a questão do déficit deve ser equacionada.

“Acreditamos que os fundamentos da economia estão aí. Controle da inflação e câmbio livre. A economia tem muito de psicológico e é motivo de precaução”, adverte Cortes. “Mas a gente tem que acreditar, retomar o espírito animal, transformar o gatinho que temos dentro da gente em um leão. E é isso que a MAN está buscando. Enquanto o ambiente ainda é nebuloso, com alguma esperança, nossa companhia vai muito bem”.

Roberto Cortes citou alguns dos avanços da MAN, como a consolidação dos processos de produção. O consórcio modular de Rezende se mostrou muito competitivo e perfeito para controlar, com as empresas parceiras, altos e baixos ajustando a produção.

Para enfrentar a situação atual, a MAN implantou ajustes de custo e da jornada de trabalho e salários, investiu em novos parceiros no terreno de Rezende. A rede, segundo Cortes, é uma das melhores e tem enorme presença no cliente, o que faz muita diferença. Oferece o conceito do caminhão Premium MAN TGX com alta tecnologia e conforto e o caminhão Volkswagen com robustez e um excelente custo/benefício.

“Nós temos um futuro bastante promissor. Somos líderes de mercado há 12 anos no Brasil”, disse orgulhoso. “Saímos do quinto lugar para o primeiro durante 12 anos. Nós não mudamos uma vírgula no nosso plano de investimento de R$ 1 bilhão, e alguns resultados desse investimento já aparecem. A crise não abala nossa confiança no Brasil”.

Linha 2016

“O período tem sido difícil para todos os negócios, mas nós da MAN Latin America optamos em seguir em frente ultrapassando as dificuldades impostas por um mercado que caiu mais de 50%”, afirmou José Ricardo Alouche, diretor de Vendas, Marketing e Pós Venda da MAN Latin America. “Para isso tiramos uma letra da palavra CRISE e a transformamos em CRIE. Temos um produto sob medida, mas estamos sempre adaptando e inovando, propiciando um novo diferencial para os clientes”.

E a primeira novidade da Linha 2016 é o lançamento da Linha Trend. Como não conseguimos reduzir o preço da Linha Advantech, a MAN lançou a linha Trend, mais despojada, sem perder a qualidade e robustez”.

Na linha Delivery, o modelo 13.160 é o primeiro caminhão leve com 13 toneladas de PBT, 6×2, de fábrica, com chassi e suspensão reforçados, plataforma baixa e atende à legislação VUC. É o caminhão leve com maior capacidade de carga do mercado brasileiro.

Os novos Constellation com 230 cavalos, modelos 17.230 e 23.230, oferecem a economia de um motor 4 cilindros com desempenho de motor de 6 cilindros. O modelo tem o motor MAN D08, que dispensa o uso do arla 32 e banco 3+1, uma necessidade de todas as empresas distribuidoras de lixo, bebidas que costumam levar ajudantes e precisam de um lugar.

O novo Constellation 24.330 VTronic, oferece potência e torque de um caminhão extrapesado com motor Cummins de 9 litros, 330 cavalos e a transmissão de 12 marchas da caixa ZF. Uma caixa robusta para um veículo com essa capacidade, ideal para médias e longas distâncias.

O Constellation 30.330, 8×2 tem o segundo eixo direcional e um entreeixos de 6.100 milímetros, o que permite a colocação de um baú de até 9,5 metros. Pode substituir um cavalo mecânico que puxa carreta de três eixos. Oferece a maior carga útil do segmento por ser mais leve e tem a versão VTronic, de 12 marchas.

Para o transporte de valores, a MAN lançou o 9.160, com PBT de 8.500 kg, nova bitola dianteira, novo entreeixo e ainda mais robusto.

Para quem quer um transporte eficiente e com baixos custos, a MAN apresentou o modelo Worker Compacto 17.230 e as novidades 17.260 e 24.260 Compacto.

Como tudo o que é bom pode ser melhorado, o para-choque dos modelos Constellation foram elevados e a ângulo de ataque ficou maior, o que evita raspá-los no chão.

Atendendo aos pedidos dos clientes, o modelo 26.280 ganhou uma transmissão automática na versão 26.280 Automatic.

E a família de cavalos mecânicos não para de crescer. O Constellation 19.360 e o 19.330 Titan, que está de volta. O 19.360 tem cabine leito, teto alto, amplo espaço interno, ar-condicionado e banco do motorista com suspensão. Vidros e travas elétricos e o moderno motor Cummins ISL de 360 cavalos.

Tem a transmissão manual de 16 marchas, oferecendo a transmissão automatizada Tiptronic como opcional. É equipado com molas parabólicas na dianteira, na traseira a suspensão é pneumática. Para segurança, freios ABS com sistema de distribuição de frenagem e controle de tração.

O tanque de combustível comporta 440 litros. O modelo leva até uma tonelada a mais do que a concorrência, oferecendo grande capacidade de carga com menor custo por tonelada transportada.

O 19.330 Titan volta mais robusto e econômico com cabine leito, banco do motorista com suspensão pneumática, computador de bordo, motor Cummins ISL 330 cavalos, transmissão manual 16 marchas acionada por cabos. Suspensão dianteira e traseira com molas trapezoidais, sistema de freio ABS com distribuição de frenagem. É equipado com dois tanques de combustível somando 550 litros de capacidade total.

O Constellation 25.360, 6×2 tem alta capacidade de carga e, segundo a MAN, é forte econômico e robusto.

Com isso, a linha de caminhões da MAN fica ainda mais completa. É composta pelos modelos Constellation, 19.330 Titan, 19.360, 19.390, 25.360, 25.390, 26.390 e pelos cavalos-mecânicos VTronic 19.420, 25.420 e 26.420.

Para Alouche, o 19.360 Constellation passa a ser a mais nova referência do mercado no segmento de cavalo-mecânico, com qualidades já comprovadas no modelo anterior 19.330. Agora com mais potência, maior velocidade operacional e o opcional da transmissão VTronic”.

O modelo é mais despojado, retomando o conceito do Titan que era um caminhão com o conceito de que “menos você não quer, mais você não precisa”. Ele possui cabine leito, teto baixo de série, suspensão parabólica e semi-elitica, dois tanques que somam 550 litros. O 25.360 é o caminhão de entrada no segmento dos cavalos mecânico 6×2 com 53 toneladas de PBT e a opção de transmissão VTronic

“Além dos cavalos apresentados, temos cavalos 8×2, que passa a ser uma tendência no mercado brasileiro e o Constellation 24.420, com segundo eixo direcional de fábrica e o MAN TGX 8×2”, explicou Alouche. “O MAN TGX 8×2 é um caminhão com um baixo custo, potência de até 420 cavalos e é um modelo que oferece mais conforto e eficiência”.

O TGX também tem a novidade da cabine leito teto baixo, ideal para aplicações em cegonhas, carretas frigoríficas, hortifruti e baús que precisem se alongar sobre a cabine.

A novidade do momento é o lançamento do novo MAN 480 TGX, o mais potente da linha com 480 cavalos e 2.400 Nm de torque, mais velocidade operacional e o mesmo conforto e tecnologia do conhecido TGX.

E para comemorar 180 mil Constellation vendidos até setembro, foi lançada a Série Prime composta de 350 unidades entre os modelos 24.280 e 25.420, com cor diferente, grade e faróis pintados na cor do veiculo. Com logotipo estilizado na lateral, grades e moldura. O banco e retrovisores também têm o logotipo. “Estamos inovando e nos adaptando para enfrentar o momento difícil de mercado”, explicou Alouche afirmando que a MAN continua a entregar um produto sob medida.

Leasing operacional

E para conquistar ainda mais os clientes, a MAN oferece um Pós-Vendas diferenciado, linha de lubrificantes em parceria com a Shell, e um contrato de manutenção onde o cliente paga para a fábrica e faz a manutenção em qualquer concessionária.

“O nosso DNA é de inovar sempre”, afirmou Roberto Cortes. “E estamos apresentando uma forma inovadora de financiar caminhões no Brasil. A MAN é a primeira montadora no Brasil a oferecer o leasing operacional”.

O leasing operacional é uma ferramenta desenvolvida pela montadora em conjunto com o braço financeiro, o Banco Volkswagen, a quatro mãos e já está disponível ao mercado. Por meio de um pagamento mensal, o banco adquire o veículo da montadora e disponibiliza para o cliente. A gestão é de responsabilidade da montadora e do banco. Ao final do contrato de 3 a 5 anos, o cliente tem a opção de comprar ou devolver o veículo ao banco, refazendo o contrato.

Segundo Roberto Cortes, esse produto é mais competitivo que o Finame atual, exige desembolso menor no final do mês, não requer entrada permitindo que os clientes usem os recursos no seu próprio negócio. Não há risco de revenda por parte do cliente. As parcelas nessa modalidade são fixas e dedutíveis do imposto de renda. É possível fazer contratos com prazos variáveis ou em quilometragem, e é dedutível do PIS e Confins.

As manutenções regulares, por conta da montadora, fazem com que o cliente volte aos concessionários.

A parcela é fixa e inclui a manutenção e telemetria, MAN Service, contrato de manutenção, IPVA, emplacamento, licenciamento, sem entrada, prazos de 36, 48 ou 60 meses.

“Lançamos como projeto piloto para 400 unidades”, explicou Cortes. “Estamos inovando novamente com uma modalidade audaciosa para as condições brasileiras que tenho certeza que terá grande sucesso”.

Uma simulação do leasing hoje, para um caminhão TGX financiado em 50 meses, as parcelas seriam de R$ 9 mil. No caso do leasing operacional, para o mesmo caminhão, as parcelas seriam de R$ 8.300, incluindo toda a manutenção e contando com a isenção de PIS e Cofins. O caminhoneiro só se preocupará com seguro e com os pneus.

“O programa é piloto e inicialmente será apenas para frotistas”, esclarece Alouche. “Mas sem dúvida nenhuma será estendido para os autônomos. Primeiro vamos aprender com os empresários, depois será estendido para os caminhoneiros. Não fizemos no início para os caminhoneiros pelo fato de muitos deles não terem como provar a renda. Mas eles não estão esquecidos”

A MAN também lançou a linha Trend, um pouco mais despojada para aquele cliente que não precisa de todos os recursos. Como exemplo, o Titan Tractor 19.330 sem a suspensão traseira a ar, para aqueles clientes que preferem um caminhão mais barato e a suspensão a ar não é tão importante. A linha Advantech continua normalmente com as linhas Delivery e Constellation. O cliente pode escolher pacotes distintos com custos que chegam a ser de 3 a 8% mais baixos.

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