SETOR SUSTENTÁVEL

10/10/2016 às 4:09 - Atualizado em 21/10/2016 às 8:03

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ROBERTO DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO SEGMENTO DE REFORMA DE PNEUS (ABR), FALA DO ATUAL MOMENTO E SOBRE A IMPORTÂNCIA DESSA ATIVIDADE.

O segmento de reforma de pneus para caminhões está passando por uma recessão, pois o transporte sofre com a diminuição de carga transportada e a falta de reajustes do frete. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de 2010 até 2015 cresceu em 37% o número de veículos de transportes de cargas e de passageiros, mas a mercadoria a ser transportada cresceu menos de 15%.

“Com isso, a oferta de veículos para transportar mercadoria é muito maior do que a oferta de mercadoria a ser transportada”, explica Roberto de Oliveira, presidente da Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR). “Estamos projetando uma queda de até 5% em relação a 2015. Isto porque o setor de reforma de pneus depende do transporte rodoviário, das importações e exportações, como também da mercadoria circulante interna. A previsão é produzir a mesma quantidade de 2015 ou crescer 2% a 3%”, comenta.

Segundo Roberto Oliveira, os principais desafios para este ano, são vários, entre os quais sobreviver às recuperações judiciais dos clientes, cumprir as obrigações com os fornecedores, colaboradores e governos municipais, estaduais e federais. Para ultrapassar esse momento difícil, as empresas reduziram custos, fizeram pequenos investimentos em equipamentos que reduzem o consumo de energia elétrica e firmaram parcerias com outros segmentos que atendem o setor de transportes. Roberto Oliveira sabe que essa situação irá passar e que o segmento de reforma de pneus é fundamental, sobretudo, para a sustentabilidade.

Temos uma importância significativa para o meio ambiente, mesmo que o governo brasileiro não reconheça o setor de reforma de pneus como indústrias verdes, nós somos, como também somos um elo importante no ciclo de reciclagem do pneu. O setor de reforma de pneus gera alguns benefícios como postergar a carcaça de pneu por várias vidas; economia de petróleo, para fazer um pneu novo que gasta 79 litros, para reformar um pneu gasta 29 litros. Nos últimos 10 anos, o setor economizou 5,2 bilhões de litros de petróleo e com isso deixou de ser emitido mais de 14 bilhões de metro cúbico de CO2. Além disso, o setor possui o selo verde chancelado pela a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O Brasil foi o primeiro país a possuir este selo para a reforma de pneus, onde as reformadoras estão adequadas e ecologicamente corretas.

Texto: Graziela Potenza