TODOS QUEREM ganhar um Iveco Tector para tornarem-se “patrões”.

06/11/2017 às 3:48 - Atualizado em 06/11/2017 às 3:48

EM BUSCA DE SONHOS

Mais de 300 profissionais do volante participaram da 1ª etapa da Gincana do Caminhoneiro, realizada em Cuiabá.

No sábado, 26 de agosto, o caminhoneiro Dionísio Locks, 49 anos, acordou muito cedo, tomou apenas um cafezinho bem forte e pegou a estrada. Estava em Rondonópolis rumo a Lucas do Rio Verde, onde reside.

Por volta das 8 horas, ele estava passando por Cuiabá quando, sintonizado na rádio A Gazeta, ouviu sobre a gincana, competição que já havia participado anteriormente. Foi classificado em 2001 em Campina Grande, PB, e foi para a grande final em Montes Claros, MG. “Bateu na trave”. Ficou em 8º lugar. Em 2009, na etapa de Nobres, MT, faturou a 12ª colocação.

“Quando fiquei sabendo que a Gincana do Caminhoneiro estava em Cuiabá, não tive dúvidas. Por mais que quisesse voltar rápido para casa, liguei para a minha mulher e disse que não poderia perder a oportunidade de concorrer”, afirmou Locks.

Naquele sábado de manhã, de fato, mostrou-se cansado, esfomeado. Por isso, competiria somente no dia seguinte, domingo, 27. No sábado, Locks preocupou-se apenas em tomar um café bem reforçado, um bom almoço, lá mesmo no Posto Aldo, onde estava acontecendo a gincana, apenas para observar os concorrentes.

Ainda no sábado, um outro personagem marcou a Gincana do Caminhoneiro. Vanderlei de Bona Marcos comemorava seu aniversário de 43 anos, solitário como em viagens que faz de Braço do Norte, SC, onde reside, para Mossoró, RN, transporte de sal para o Sul e de milho para o Nordeste do País.

“Já chorei muito hoje porque é meu aniversário. Minha filha de 10 anos já me ligou e estou longe de casa. Foi assim também no Dia dos Pais”, lamentava Bona Marcos. “Mas assim é a vida. Se eu ganhar esse Tector, talvez a nossa vida melhore bastante. Posso ficar mais perto da família”.

São histórias de caminhoneiros que ilustraram a 1ª etapa da gincana, mas com resultados bem distintos: enquanto Dionísio Locks, com tempo de 24s861, ficou com o 2º melhor tempo, Bona Marcos fez tempo de 34s908 e não conseguiu se classificar para a grande final no dia 26 de novembro, no Posto Santa Rosa, em Itajaí, SC.

O sonho de Bona Marcos ainda continua vivo porque tem chances em outras cinco etapas da gincana, Jacupiranga/SP (Posto 4 Irmãos – 22 a 24 de setembro), Ponta Grossa/PR (Posto Torre Alta Locatelli – 6 a 8 de outubro), Linhares/ES ( Posto Dadinho – 27 a 29 de outubro), Betim/MG (Posto PTB – 10 a 12 de novembro) e Itajaí/SC (Posto Santa Rosa – 23 a 25 de novembro). Tudo pelo caminhão Tector, da Iveco, patrocinadora master do evento.

A primeira etapa da Gincana do Caminhoneiro, que completa 27 anos, foi encerrada com quatro caminhoneiros classificados: em primeiro lugar ficou Lucio Marcio Goldin, de Arapongas, PR, com tempo de 24s103; em segundo o mato-grossense Dionísio Locks, de Lucas do Rio Verde, que cravou 24s861; em terceiro o paulista de Alvares Machado, Leonel Aguillar Faria, com 24s889 e outro paranaense de Arapongas, Airton Borges de Andrade Junior, com tempo de 24s929. A etapa inaugural registrou 329 caminhoneiros cadastrados, em três dias de prova de estacionamento e de slalom (zigue-zague entre cones).

Os quatro caminhoneiros classificados vão direto para a grande final no dia 26 de novembro, no Posto Santa Rosa, em Itajaí, SC, onde eles se juntam aos demais 16 profissionais do volante que ainda vão se qualificar nas outras cinco etapas.