Alarme com sensor de cinto de segurança será lei em 2020

24/03/2019 às 1:26 - Atualizado em 22/03/2019 às 1:30

Como forma de impedir acidentes e proporcionar viagens e fretes com menos risco, o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) aplicará, a partir de 2020 no território nacional, a lei a respeito do sensor de cinto de segurança em veículos.

Esperada por muitos, essa resolução pretende acabar com os incômodos números a respeito dos condutores brasileiros. Segundo um levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), 400 mil pessoas são feridas em ocorrências de trânsito todos os anos no Brasil e 40 mil perdem a vida em decorrência desses acidentes.

O que é a lei sobre o cinto de segurança com sensor?

Proposta pelo CONTRAN, a Resolução número 760 de 2018 prevê que a regulamentação de um sensor capaz de avisar o motorista sobre a falta do cinto de segurança. Assim, a tendência é que o condutor seja estimulado a usar o acessório capaz de evitar acidentes.

Essa Resolução sobre o cinto de segurança com sensor estipula que a regra deve funcionar de forma gradativa. A partir do dia primeiro de janeiro do ano de 2020, as normas devem ser aplicadas aos automóveis, caminhonetes, caminhonetas e utilitários produzidos ou importados seguindo os conceitos de novos projetos.

Um ano mais tarde, a regra se estende para caminhões-tratores, caminhões, motor-casa, microonibus e ônibus, importados ou produzidos em novos projetos. Dessa forma, a regra não se aplica para novos modelos de versões já existentes, mas sim para lançamentos e linhas recentes.

Se quiser ver todos os detalhes e entender melhor como essa lei está proposta, clique aqui.

Mas como esse alerta deve funcionar?

Sensores posicionados no cintos de segurança devem assegurar que todos os que estão no veículo usem os cintos. E para isso, serão exibidos alertas visuais e sonoros no painel de controle do caminhão, por exemplo.

Qual a importância dessa lei?

Mesmo com diversas leis e regulamentações, o Brasil continua figurando entre os cinco países com maior índices de acidentes no trânsito. E para reverter esse quadro, o governo acredita na mudança do comportamento do motorista.

Isso porque, pesquisas do ONSV revelam que 90% dos acidentes estão relacionados com as próprias atitudes dos motoristas. “O dirigir está associado a escolhas. Você escolhe falar ao celular e dirigir. Você escolhe andar em alta velocidade. Você escolhe beber e dirigir. Você escolhe não usar o cinto”, garante o presidente da entidade, José Aurélio Ramalho.

Como é atualmente a lei sobre o cinto de segurança

Atualmente, o cinto de segurança é considerado essencial para o transporte, seja em qualquer veículo. Se o motorista ou qualquer passageiro estiver sem essa proteção, o condutor será punido com uma multa grave, infração que gera 5 pontos na carteira e uma multa no valor de R$195,23.

Cinto de segurança pode evitar mortes

Muitos acreditam que a lei do cinto de segurança é desnecessária, já que o equipamento não é essencial e não pode proteger realmente uma pessoa após um acidente. Mas a verdade é que os números demonstram uma importância muito grande do cinto de segurança.

Qualquer caminhoneiro que esteja na estrada e sofre um acidente grave, pode reduzir em 50% a chance de uma fatalidade se estiver utilizando o cinto de segurança. Ou seja, o acessório reduz pela metade a chance de morte para motorista e passageiro que estão no banco dianteiro.

No caso do banco traseiro esse dado pode ser ainda mais surpreendente. O cinto pode reduzir em 75% a chance de ferimentos fatais em acidentes. Impressionante, não é mesmo?

Devemos ressaltar sempre a importância desse hábito e como ele pode salvar a vida de caminhoneiros que viajam todos os dias. Mas e você, aprova a lei do sensor de cinto de segurança ou acha um exagero?

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